
Reciclagem
Ready, Set, Splash
Memorável
Dj Law e Dj XikoMartini on the boatfloor private party


Fernando Guerra
Já vos tinha falado deste:
Pois vejam agora este:
Esta qualidade e mais em: http://www.fernandoguerra.com - Paragem obrigatória!
Uma foto, um vídeo, sem comentários…

Felino

Um gato com instintos de morcego, ontem em Óbidos
Geodésico

Fim de tarde
A nortada característica não se atrevia sequer a espreitar com medo de dissipar os pensamentos que o assaltavam enquanto que o dia se esgotava num passeio solipsista pelas dunas. A poucos minutos do pôr do sol o mar cobria-se de prata e espelhava todos os seus desejos naquele instante. Resolveu eternizá-lo numa fotografia:

Viagens comentadas

Trinta e quatro graus no termómetro da manhã quente de domingo.
Às 11 horas chega despercebido à paragem do Carmo o eléctrico 191, um dos mais antigos do Museu do Carro Eléctrico da cidade do Porto. O bilhete custa 3 euros e meio e dá passagem para uma viagem de hora e meia ao longo da linha 18. Desde o Jardim da Cordoaria até Massarelos, com paragem e visita guiada ao Museu, vão sendo tecidos comentários aos monumentos mais marcantes do percurso ao mesmo tempo que, anacronicamente, vão passando as suas imagens mais remotas num monitor TFT.
De regresso ao ponto de partida surpreende-me a procissão da Senhora do Carmo saindo àquela hora da igreja barroca que contrasta a paredes meias com a neoclássica das Carmelitas.
A manhã acaba com uma subida à torre dos Clérigos, apesar do calor a recompensa é magnífica: 360 graus de Porto, um horizonte de telhados irregulares marcados pelo tempo e pela história.



A quem estiver interessado, esta viagem repete-se todos os domingos às 11 horas até ao fim de Agosto.
De costas voltadas
Andava aqui na incessante arrumação de fotografias e encontrei esta que achei caricata. Cada um a olhar para o lado oposto, de costas voltadas, estaríamos zangados? ![]()

O tempo abandonado
Pelos portais de granito vai passando o tempo abandonado embrulhando em mortalhas a História, as histórias. Erosão marginal sem respeito pela vida ou pela morte. Retalhos de vivências de gerações deixadas ao bravio acaso, selvagem. Delas já só resta o pétreo esqueleto.

Éolica

No cimo da Serra de Montemuro, a 1250 metros de altitude, giram ao sabor do vento os 11 aero-geradores do parque eólico de Cabril produzindo uma potência que atinge os 20 720 kVA, o suficiente para abastecer cerca de 30 000 habitantes.

Lá em cima a paisagem é única. Num solo agreste, onde só a rocha marca o tempo, sobem do chão empedernido torres de 65 metros de altura com pás de 70 metros de diâmetro. Entre nós e o horizonte não se avista vivalma e só nos recordamos que realmente existimos pelo zumbir do vento contra as pás. Tudo o resto é feito de urze que cresce em silêncio contra o céu.

Momentos engraçados

Surpreendente
Poesia II
E por ser o dia mundial da poesia deixo aqui um dos poemas que mais me diz. Pela voz de Vinicius de Moraes.

Vinicius de Moraes – Poema de Natal
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
Saudades do verão

No suplemento fugas do jornal público de hoje aparecem duas páginas dedicadas a alguns caminhos que conheço bem. Dos moinhos da Apúlia às dunas de Fão a tranquilidade está presente a cada passo. Alias, a fotografia que ilustra o cabeçalho deste blog é de uma das praias da zona. Um recanto da costa nortenha que, não fosse a nortada quase constante, teria sido estragado há muito pela avalanche humana.
Relembro assim algumas fotografias que por lá tirei no verão passado.
A porta

Porque
por essa porta
sobre a rugosa luz da tarde
terás ainda tempo
de pegar nos pés e meter-te a caminho,
sem raízes
a enredar-te os passos,
pois para a morte
não tens ainda palavras,
ainda não, ainda não, ainda não.
Eugénio de Andrade - A Porta
Dos lados do mar
Como Pelléas, também o vento de Março
vem dos lados do mar.
Há nele uma aspereza de que sempre
gostei: a da fala
dos homens que estendem as redes
no sol dos varais, a dos frescos
da Siena onde também
passou um vento frio ao anoitecer
- o das escarpas da Alpedrinha,
que sempre, sempre me escapava
entre os dedos e deixava nos cabelos
um cheiro à matinal luz da resina.
O que entrou pela janela
esta manhã e me bate na cara
traz o aroma das dunas,
cheira a barcos, ferrugem alcatrão.
É o vento da Cantareira
Eugénio de Andrade

Fotografia retirada de um blog recente.
Fotografias do Porto, e não só. Mas principalmente do Porto, alegra agora a blogosfera. Chama-se Não sei pra Mais e já foi adicionado nos links ali ao lado. Passem por lá que vale a pena: http://naoseipramais.blogspot.com
2005 em fotografia
Recado
Nasequência deste post do Crítico resolvi ir alí à pasta dos favoritos e partilhar umas ligações que visito regularmente.
É bem verdade! O que se pode dizer sem dizer qualquer palavra!
trying to show the world itself
difraction
conceptual photography
fotografador
ilheu
joão quaresma
keoshi
miopia
navegando no tempo
one daily photo
parallax
sakana blog
the invisible man
Fotografia
Post Ecepcional

O ócio acabou e…
.. como o prometido é devido, aqui ficam algumas fotografias dos últimos 15 dias. Algumas, que é como quem diz 64… É sempre assim, na altura da selecção tenho sempre dificuldade em escolher as que mais gosto…









