Incontornável artigo de Pedro Lomba
Pelo SIM
Cast some light
Desculpem a repetição mas é que este remix do DJ Tiësto não me sai da cabeça.
O original é de José González e chama-se “Crosses”
Don’t you know that I’ll be around to guide you
Through your weakest moments to leave them behind you
Returning nightmares only shadows
We’ll cast some light and you’ll be alright for now
Crosses all over, heavy on your shoulders
The sirens inside you waiting to step forward
Disturbing silence darkens your sight
We’ll cast some light and you’ll be alright for now
Crosses all over the boulevard
The streets outside your window overflooded
People staring they know you’ve been broken
Repeatedly reminded by the looks on their faces
Ignore them tonight and you’ll be alright
We’ll cast some light and you’ll be alright
A solo
E então quando é que este rapaz vem para os lados da Invicta?

Uma foto, um vídeo, sem comentários…

Grande entrevista (no sentido literal)
A anarquia descontrolada que reina por toda a web reflecte bem todo o lado negro da sociedade. Esta anarquia é tanto maior quanto maior for a largura de banda uma vez que permite a proliferação de servidores de vídeo, como o you tube ou google vídeo que, mais do que com palavras revela imagens que de outro modo não seriam acessíveis quer aos media quer ao utilizador vulgar de serviços de informação. Os paparazzi requintam-se agora com imagens vídeo em vez de fotográficas, veja-se o caso Cicarelli. Delinquentes encontram uma forma de afirmação gravando e mostrando ao mundo os mais terríveis comportamentos, como foi o recente caso de um grupo de raparigas que gravaram um espancamento planeado. Mais ignóbil ainda, a gravação do enforcamento de Saddam disponibilizado impunemente e espalhado por toda a rede levando à ainda mais desprezível reprodução pela maior parte de cadeias televisivas.
Felizmente, serviços de armazenamento de vídeo como os que referi, aos quais aderi desde o primeiro segundo, dão-nos também a oportunidade, se bem que também de uma forma menos lícita, de ver ou rever momentos televisivos. Entre muitos outros exemplos, refiro-me à «Grande Entrevista» de Maria Elisa Judite de Sousa a Ricardo Araújo Pereira. Impedido de ver aquando da sua transmissão pude através do google vídeo deliciar-me com a espontaneidade do humorista que fiquei a admirar ainda mais. De sorriso tímido que tenta esconder com piadas oportunas, RAP demonstra uma inteligência brutal e um sentido crítico acutilante. Embora o objectivo de Maria Elisa Judite de Sousa fosse o de “desvendar” a alma de RAP, apenas o conseguiu em pequenos instantes e na medida em que o próprio permitia. Apenas se “abriu” na sua parte profissional desprezando ironicamente a sua vida pessoal. Ao que parece foi a entrevista mais vista de sempre… e com muitas e boas razões para o justificar.
Estou de volta…
… e entre outras coisa, trago isto na bagagem:
“Prefiro ser esta metamorfose ambulante
do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”
Raul Seixas








