Tuesday, 26 September, 2006 11:46

Canto do cisne?

Arquivado por francisco em: geral

O expresso vai começar a distribuir, por mais 6 euros, a Bíblia em fascículos.
Será esta uma forma de extrema unção?

Tuesday, 19 September, 2006 18:26

To write

Arquivado por francisco em: pessoal

Enquanto a página em branco não mostra nada mas apenas o cursor intermitente, relembro uma citação do filme Finding Forrester, com Sean Connery.

No thinking - that comes later. You must write your first draft with your heart. You rewrite with your head. The first key to writing is… to write, not to think!

Mais verdade não poderia ser. Preciso sempre de um embalo, de uma música, de um cheiro, de uma recordação, de um som; o das teclas, quanto mais não seja. Das teclas nas pontas dos dedos que não escrevem mais que idiotices, palavras soltas, desconexões. Parágrafos desalinhados à espera de um copy paste para a respectiva linha. Chamar-se-á o exercício de aquecimento? Se sim – quando é que começo a jogar?
Sunday, 17 September, 2006 01:23

Adeus português

Arquivado por francisco em: pessoal, citações

Porque gosta de divagar pelas horas nocturnas dos dias numa tentativa de os esticar pela madrugada até ao infinito. Porque gosta de se prolongar em pensamentos durante um par de horas antes de ir dormir. Esta noite relembra um instante da anterior.

Comando na mão estagna o zapping num dos canais, encantado pela voz que sai através das colunas laterais do aparelho, queda-se e aumenta o volume. Fernando Alves. Uma voz grave e serena diz um poema que não reconhece à primeira. Versos sobrepostos a imagens. Imagens da cidade que anoitece. Da cidade que acende os faróis que lhe iluminam o caminho. Da cidade que regressa a casa e se esvazia. Ora num banco de jardim com o livro que declama sobre o colo. Ou numa paragem de autocarro, já vazia… O poema é afinal de Alexandre O’Neill, e como o diz bem Fernando Alves. Pode declamar banalidades, palavras soltas, idiotices… Não importa, aquela voz dá encanto ao desencanto, engrandece o que já é grande. O poema é afinal um Adeus Português.

Nos teus olhos altamente perigosos
vigora ainda o mais rigoroso amor
a luz dos ombros pura e a sombra
duma angústia já purificada

Não tu não podias ficar presa comigo
à roda em que apodreço
apodrecemos
a esta pata ensanguentada que vacila
quase medita
e avança mugindo pelo túnel
de uma velha dor

Não podias ficar nesta cadeira
onde passo o dia burocrático
o dia-a-dia da miséria
que sobe aos olhos vem às mãos
aos sorrisos
ao amor mal soletrado
à estupidez ao desespero sem boca
ao medo perfilado
à alegria sonâmbula à vírgula maníaca
do modo funcionário de viver

Não podias ficar nesta casa comigo
em trânsito mortal até ao dia sórdido
canino
policial
até ao dia que não vem da promessa
puríssima da madrugada
mas da miséria de uma noite gerada
por um dia igual

Não podias ficar presa comigo
à pequena dor que cada um de nós
traz docemente pela mão
a esta pequena dor à portuguesa
tão mansa quase vegetal

Mas tu não mereces esta cidade não mereces
esta roda de náusea em que giramos
até à idiotia
esta pequena morte
e o seu minucioso e porco ritual
esta nossa razão absurda de ser

Não tu és da cidade aventureira
da cidade onde o amor encontra as suas ruas
e o cemitério ardente
da sua morte
tu és da cidade onde vives por um fio
de puro acaso
onde morres ou vives não de asfixia
mas às mãos de uma aventura de um comércio puro
sem a moeda falsa do bem e do mal

Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti

Alexandre O’Neill - Adeus Português

Saturday, 16 September, 2006 00:59

Hoje é dia de…

Arquivado por francisco em: geral

Friday, 15 September, 2006 17:03

Bock

Arquivado por francisco em: blogues

Finalmente actualizei o http://bockspot.blogspot.com/
Espreitem as novidades ;)

Thursday, 14 September, 2006 13:07

Quero um destes

Arquivado por francisco em: tecnologia





Mais encantos aqui

Wednesday, 13 September, 2006 23:18

Caminho

Arquivado por francisco em: pessoal

Há pedras no caminho.
Mas também as há no leito do rio.

Há socalcos no caminho.
Mas também os há nas margens do rio.

Monday, 11 September, 2006 14:48

9/11 - 2nd edition

Arquivado por francisco em: internet

Aqui no blog ia deixar passar em branco esta data até ter visto este vídeo de hora e meia. Não questionando a veracidade dos factos nem refutando ou defendendo. Apenas uma versão.

The documentary you are about to see, Loose Change [2nd Edition ReCut], will prove that what happened on September 11, 2001 was no act done by nineteen hijackers affiliated with Al Qaeda, nor a plan implemented by Osama Bin Laden. Instead, the infamous event was a cold, calculated, and malicious attack on the American people carried out by a group of tyrants ready and willing to do whatever it takes to keep their strangled hold on this country; 9/11 was a self-inflicted wound
In http://truth.provostdesigns.com/

Thursday, 7 September, 2006 16:49

Tatuagens do arco da velha

Arquivado por francisco em: geral



Já há quem tatue o Arco…

10:33

Zapping

Arquivado por francisco em: pessoal

Sem sono percorreu com o polegar os intermináveis canais de TV. As imagens saltavam desconexas em flashes de luzes inconstantes que projectavam, ora sim ora não, a sua silhueta na parede. Hipnotizado, deixou cair o comando sobre e a cama e investiu na noite que dilatava e se esmagava contra a janela. O ar fresco e húmido do nevoeiro invadiu-lhe as narinas e conquistou-lhe os pulmões. Inspirou profundamente duas ou três vezes. O ar nocturno renovava o oxigénio que lhe corria nas veias e fazia-o sentir-se mais leve. Da varanda seguia calidamente as luzes dos carros que passavam ao longe na intermitência das três cores do semáforo. Rompendo o silêncio rangeu uma porta de carro e dele saiu um vulto. Num gesto mecanizado contornou o automóvel até à bagageira de onde carregou uma pilha de jornais do dia que deixou no respectivo postigo da papelaria da esquina. Pensou que novos títulos traria aquele dia, que novas notícias, que novos comportamentos, que novos rumos se lhe abririam. Provavelmente os mesmo de sempre, sem grandes alterações… Seria provavelmente assaltado pelas mesmas dúvidas, obteria as respostas de sempre, chegaria às conclusões já alcançadas vezes e vezes sem conta. Com frio e a sensação de leveza trocada por uma angústia tremenda, voltou para a cama ainda quente. Pegou novamente o comando e pressionou o botão verde. O quarto mergulhou na escuridão.

Tuesday, 5 September, 2006 11:05

Destiny

Arquivado por francisco em: música


Sunday, 3 September, 2006 21:05

Crescer

Arquivado por francisco em: geral

Eu sei que a piada é recorrente, mas ver o Marques Mendes no palanque com um cartaz que diz “pensar em grande” e “crescer 3%” talvez não seja a melhor metáfora para a rentrée do PSD.

Saturday, 2 September, 2006 20:15

Is it any wonder

Arquivado por francisco em: música


Is it any wonder that I’m tired?
Is it any wonder that I feel uptight?
Is it any wonder I don’t know what’s right?
Oh, these days, after all the misery you made,
Is it any wonder that I feel afraid?
Is it any wonder that I feel betrayed?
Keane - Is it any wonder

Friday, 1 September, 2006 11:16

Delinquência

Arquivado por francisco em: geral

Ao que isto já chegou!
Trabalho ao som da música delinquente do delinquente Eminem.
O que mais estará para me acontecer?

[O homem magnânimo sabe como comportar-se quando é exaltado e quando é humilhado. Sabe mostrar temperamento na sorte, seja boa ou má. Não prova nem exagerada alegria num grande sucesso, nem muita dor numa derrota. Não procura, mas também não evita o perigo e poucas são as coisas que o preocupam. Não é dado facilmente a falar, mas quando a ocasião o exige, diz franca e corajosamente o que sente. Não ambiciona ser louvado nem ver os outros censurados. Não se zanga por coisas de pouca importância e não conta com a ajuda de ninguém.] - Aristóteles