Pela janela do quarto entram os primeiros sinais da manhã, escancarada para trás como gosta de dormir, deixa entrar em pleno o cheiro a maresia ainda virgem daquele dia. O nevoeiro por levantar côa a luz de um sol ainda preguiçoso e traz com ele os aromas intensos do sargaço. Acorda então devagar, sem neurose, tranquilo. Consegue ouvir a escassos metros o som suave do marulhar. Abre um olho primeiro, devagarinho, depois o outro, devagarinho. Olha fixamente o tecto. Branco. Liso. Como o amanhecer daquele dia: por escrever…
Diferente. Costuma descrever as suas manhãs como difíceis. Não. Esta de difícil não tem nem a sombra. Sente uma tranquilidade tremenda, assustadora até.
Fica deitado mais um pouco? Levanta-se? Dorme mais? Vai tomar o ar fresco da manhã? Não importa, qualquer das decisões que tome será certamente a mais acertada. Tudo está bem, não há espaço para erros ou más escolhas. Assim fossem todas as manhãs. Esta é sem dúvida uma excepção. Resolve então aproveitar, com medo que este fosse mais um dos instantes fugazes e irrealizáveis que teimam em assola-lo. Excepções destas não acontecem com frequência, ou não fossem elas excepções - pensou.
continua…?
Sentiste-te,uma vez mais, feliz! É assim….
Comment by fátima pereira — Tuesday, 25 July, 2006 @ 11:48