Monday, 24 July, 2006 18:00

Uma manhã diferente

Arquivado por francisco em: pessoal

Pela janela do quarto entram os primeiros sinais da manhã, escancarada para trás como gosta de dormir, deixa entrar em pleno o cheiro a maresia ainda virgem daquele dia. O nevoeiro por levantar côa a luz de um sol ainda preguiçoso e traz com ele os aromas intensos do sargaço. Acorda então devagar, sem neurose, tranquilo. Consegue ouvir a escassos metros o som suave do marulhar. Abre um olho primeiro, devagarinho, depois o outro, devagarinho. Olha fixamente o tecto. Branco. Liso. Como o amanhecer daquele dia: por escrever…

Diferente. Costuma descrever as suas manhãs como difíceis. Não. Esta de difícil não tem nem a sombra. Sente uma tranquilidade tremenda, assustadora até.

Fica deitado mais um pouco? Levanta-se? Dorme mais? Vai tomar o ar fresco da manhã? Não importa, qualquer das decisões que tome será certamente a mais acertada. Tudo está bem, não há espaço para erros ou más escolhas. Assim fossem todas as manhãs. Esta é sem dúvida uma excepção. Resolve então aproveitar, com medo que este fosse mais um dos instantes fugazes e irrealizáveis que teimam em assola-lo. Excepções destas não acontecem com frequência, ou não fossem elas excepções - pensou.

continua…?

1 Comentário »

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  1. Sentiste-te,uma vez mais, feliz! É assim….

    Comment by fátima pereira — Tuesday, 25 July, 2006 @ 11:48

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[O homem magnânimo sabe como comportar-se quando é exaltado e quando é humilhado. Sabe mostrar temperamento na sorte, seja boa ou má. Não prova nem exagerada alegria num grande sucesso, nem muita dor numa derrota. Não procura, mas também não evita o perigo e poucas são as coisas que o preocupam. Não é dado facilmente a falar, mas quando a ocasião o exige, diz franca e corajosamente o que sente. Não ambiciona ser louvado nem ver os outros censurados. Não se zanga por coisas de pouca importância e não conta com a ajuda de ninguém.] - Aristóteles