Bom! As minhas suspeitas desta manhã confirmaram-se: a partir de domingo o Barnabé fecha as portas.
O canto do cisne [adenda]
Tokamak em França
Numa altura em que o preço dos combustíveis fosseis aumenta dia sim dia não, é premente começar a pensar, e mais que isso, implementar medidas que nos possibilitem tirar partido de novas tecnologias de fornecimento de energia. No entanto, como em todas as tecnologias novas, os custos são elevadíssimos. Numa tentativa de minorar o esforço financeiro, os Estados Unidos, União Europeia, Rússia, Japão, China e Coreia do Sul são os parceiros que co-financiam o projecto ITER - Internacional Thermonuclear Experimental Reactor.

Este projecto tem como base a construção de uma máquina de fusão nuclear, o Tokamak.
O actual consumo mundial de electricidade leva ao gasto de cerca de 1700 milhoes de toneladas de carvão ou de 85000 toneladas de urânio (através da actual tecnologia nuclear - fricção). Pois então este novo tokamak com apenas um grama de combustível pode produzir energia em valor superior ao que se obteria com a queima de 10000 litros de petróleo.
A conclusão desta mega-estrutura mais limpa e segura tem data prevista lá para 2015.
O canto do cisne
Parece-me que o Barnabé tem os dias contados, depois de mais de 2 anos – creio - de excelentes conteúdos. Um dos primeiros blogues “políticos”, se é que assim se pode chamar, chega agora a um ponto de não retorno.
A discussão interna dos seus bloggers tornou-se erraticamente pública, e os objectivos do blog revertidos, ou não cumpridos. A primeira consequência directa foi a saída de Daniel Oliveira, cujos textos lia com frequência e salvo raras ocasiões, concordava.
Mesmo não conhecendo pessoalmente o Daniel Oliveira, apenas avaliando pelo que escreve e pelas posições que tomava no Eixo do Mal, arrisco a apostar que não volta mesmo ao Barnabé. Resta-me alimentar a esperança que abra um blogue novo, mas desta vez a solo, que gato escaldado de agua fria tem medo.
Escrever
Escrever. Porque escrevo? Escrevo para criar um espaço habitável da minha necessidade, do que me oprime, do que é difícil e excessivo. Escrevo porque o encantamento e a maravilha são verdade e a sua sedução é mais forte do que eu. Escrevo porque o erro, a degradação e a injustiça não devem ter razão. Escrevo para tornar possível a realidade, os lugares, tempos, pessoas que esperam que a minha escrita os desperte do seu modo confuso de serem. E para evocar e fixar o percurso que realizei, as terras, as gentes e tudo o que vivi e que só na escrita eu posso reconhecer, por nela recuperarem a sua essencialidade, a sua verdade emotiva, que é a primeira e a última que nos liga ao mundo. Escrevo para tornar visível o mistério das coisas. Escrevo para ser. Escrevo sem razão.
Paradigmática entrada nº 23 do Pensar de Vergílio Ferreira
A sua vasta obra passa pelos seus diários, pelos ensaios e pela ficção. Deles gostaria de destacar um: Em Nome da Terra. Um livro que, pela sua perspicuidade e coragem de retratar o que é real e verdadeiro, consegue condensar em cerca de 300 páginas a mais telúrica essência da condição humana… Um livro que me marcou profundamente…
Epígrafe
25 anos é uma idade difícil… acaba a vida e começa a existência, ou a procura dela, como queiram…
Para partilhar neste blog existem folhas soltas, guardanapos de café, blocos de notas, ficheiros de computador ou recortes de imprensa com alguns textos, citações, excertos ou opiniões com que fui moldando no desenrolar dos dias a minha própria existência. Evidentemente que não é feita apenas de palavras escritas, mas estas têm o poder da eternização, da perpetuação dos acasos e é com elas que gosto de reviver e reescrever o passado. São elas que aqui encontram o seu refúgio…
Não obstante, este não será apenas um lugar das coisas passadas.
Opinarei, sim, conformar-me-ei, não.
Este será um espaço de divulgação de algumas ideias, revoltas e concordâncias, pensamentos ou opiniões que, por diversas razões, não são, ou não foram verbalizadas.








